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Nutrição 10 min de leitura

Alimentos Ricos em Proteína: As Melhores Fontes Animais e Vegetais

As fontes de proteína mais concentradas do dia a dia são carnes magras, frango e peixes, com cerca de 22–31 g de proteína por 100 g já cozidos, seguidos de tempeh e tofu (cerca de 17–20 g), ovos, iogurte grego e cottage (cerca de 10–13 g) e feijões e leguminosas cozidos (cerca de 9 g). Combinar vários deles em 3–5 refeições facilita chegar aos 1,6–2,2 g/kg por dia recomendados para quem treina.

Escrito por Equipe editorial · Atualizado em: 23 de setembro de 2026

Ingredientes frescos: abacate, tomate, ovos e cogumelos

Principais pontos

  • Peito de frango, peru, carne magra, atum e peixes brancos têm cerca de 22–31 g de proteína por 100 g cozidos.
  • Ovos, iogurte grego e cottage têm cerca de 10–13 g por 100 g e facilitam o café da manhã e os lanches.
  • Tempeh e tofu são os alimentos vegetais in natura com mais proteína; lentilha, feijão e grão-de-bico somam cerca de 9 g por 100 g cozidos.
  • Proteínas animais e a soja têm a melhor qualidade, mas misturar fontes vegetais e comer um pouco mais de proteína diminui quase toda a diferença.
  • Ovo, sardinha e atum em lata, sobrecoxa de frango, leite, feijão e lentilha estão entre as formas mais baratas de aumentar a proteína.

Quanta proteína você precisa – e como ler esta lista

Para pessoas ativas que treinam, recomendamos cerca de 1,6–2,2 g de proteína por kg de peso por dia. Uma meta-análise de Morton e colaboradores (2018) mostrou que o ganho extra de massa muscular com mais proteína no treino de força se estabilizava, em média, em torno de 1,6 g/kg por dia, com algumas pessoas provavelmente se beneficiando de até cerca de 2,2 g/kg. A International Society of Sports Nutrition (ISSN) também sugere distribuir a proteína ao longo do dia, com uns 20–40 g por refeição.

Os números abaixo vêm do nosso próprio banco de alimentos, baseado no USDA FoodData Central e, para alimentos brasileiros, na Tabela TACO. Os valores são por 100 g do alimento como ele costuma ser consumido: carnes e peixes cozidos ou grelhados, peixe em lata escorrido e leguminosas cozidas. A carne perde água no cozimento, por isso a carne pronta tem mais proteína por 100 g do que a crua.

Melhores fontes animais: carnes, frango e peixes

Carnes magras, frango e peixes entregam mais proteína com menos calorias. O peito de frango grelhado tem cerca de 31 g de proteína e 165 kcal por 100 g, e o atum em lata ao natural escorrido, cerca de 25,5 g e 116 kcal. Peixes mais gordos, como salmão e sardinha, têm um pouco menos de proteína e mais calorias, mas também trazem gorduras ômega-3.

Embutidos como presunto, salsicha e linguiça também têm proteína, mas vêm com muito sódio (o presunto magro tem cerca de 1.100 mg por 100 g no nosso banco), então vale consumir com moderação e apostar principalmente em carnes frescas, peixes e outras fontes.

  • Peito de frango grelhado: 31 g por 100 g – cerca de 46 g num filé de 150 g.
  • Peito de peru assado: 30 g por 100 g – cerca de 42 g numa porção de 140 g.
  • Alcatra magra grelhada: 29 g por 100 g – cerca de 43 g num bife de 150 g.
  • Tilápia assada: 26 g por 100 g – cerca de 39 g num filé de 150 g.
  • Lombo de porco assado: 26 g por 100 g – cerca de 39 g numa porção de 150 g.
  • Carne moída magra cozida: 26 g por 100 g – cerca de 34 g numa porção de 130 g.
  • Atum em lata ao natural, escorrido: 25,5 g por 100 g – cerca de 31 g numa lata de 120 g.
  • Sardinha em lata, escorrida: 25 g por 100 g – cerca de 22 g numa lata de 90 g.
  • Camarão cozido: 24 g por 100 g – cerca de 29 g numa porção de 120 g.
  • Salmão assado: 22 g por 100 g – cerca de 31 g num filé de 140 g.

Ovos e laticínios

Ovos e laticínios estão entre as proteínas mais práticas para o café da manhã e os lanches. O ovo é barato, versátil e de ótima qualidade; o iogurte grego natural e o cottage dão bastante proteína com poucas calorias. Os queijos também são ricos em proteína, mas têm bastante gordura, calorias e muitas vezes sódio, então funcionam melhor como complemento do que como fonte principal.

O whey é só proteína do leite concentrada: prático quando falta tempo, mas dispensável se a comida já te leva à meta.

  • Ovo inteiro cozido: 12,6 g por 100 g – cerca de 6 g por ovo e 19 g em três ovos.
  • Clara de ovo: 11 g por 100 g – cerca de 11 g em três claras.
  • Iogurte grego desnatado natural: 10 g por 100 g – cerca de 17 g num pote de 170 g.
  • Queijo cottage: 10,5 g por 100 g – cerca de 12 g numa porção de 110 g.
  • Queijo minas frescal: 17 g por 100 g – cerca de 5 g numa fatia de 30 g.
  • Muçarela light: 24 g por 100 g – cerca de 7 g em 30 g.
  • Leite: cerca de 3,4 g por 100 mL – cerca de 8 g num copo de 240 mL.
  • Whey protein: cerca de 78 g por 100 g – cerca de 23 g num scoop de 30 g.

Melhores fontes vegetais de proteína

Os derivados de soja lideram a lista vegetal: tempeh e tofu firme têm, por porção, quase tanta proteína quanto muitos laticínios. Lentilha, feijão e grão-de-bico têm menos proteína por 100 g, mas trazem fibras, são baratos e dão saciedade – por isso são ótimos para o dia a dia, como no nosso arroz com feijão.

Castanhas, amendoim e sementes têm uma boa quantidade de proteína, mas são muito calóricos: o amendoim tem cerca de 585 kcal por 100 g. Use como complemento das refeições, não como fonte principal, principalmente se o objetivo é perder gordura.

  • Tempeh: 20 g por 100 g – cerca de 24 g numa porção de 120 g.
  • Tofu firme: 17 g por 100 g – cerca de 26 g numa porção de 150 g.
  • Edamame cozido: 12 g por 100 g – cerca de 18 g numa porção de 150 g.
  • Lentilha cozida: 9 g por 100 g – cerca de 13–14 g numa porção de 150 g.
  • Grão-de-bico cozido: 9 g por 100 g – cerca de 13 g numa porção de 150 g.
  • Feijão preto ou carioca cozido: 9 g por 100 g – cerca de 9 g numa concha de 100 g.
  • Sementes de abóbora: 30 g por 100 g – cerca de 8,5 g num punhado de 28 g.
  • Amendoim torrado: 24 g por 100 g – cerca de 7 g num punhado de 28 g; a pasta de amendoim dá cerca de 4 g por colher de sopa.
  • Proteína de ervilha em pó: cerca de 75 g por 100 g – cerca de 22 g num scoop de 30 g.
  • Extras úteis: aveia em flocos (cerca de 5 g em 40 g), bebida de soja sem açúcar (cerca de 7 g em 240 mL), quinoa cozida (cerca de 7 g em 150 g) e pão integral (cerca de 4 g por fatia).

Qualidade da proteína: leucina, DIAAS e por que isso pesa menos do que parece

A qualidade da proteína depende de quantos aminoácidos essenciais o alimento fornece e de quanto você consegue digerir. A FAO recomenda um índice chamado DIAAS (escore de aminoácidos indispensáveis digeríveis) para comparar alimentos. Leite, ovos, carnes e soja costumam ter notas altas. Muitos cereais são limitados no aminoácido lisina, e as leguminosas têm menos metionina – por isso o arroz com feijão se complementa tão bem.

A leucina é um aminoácido essencial que funciona como um sinal para ligar a síntese de proteína muscular. O posicionamento da ISSN aponta que porções de cerca de 20–40 g de proteína costumam fornecer uns 700–3.000 mg de leucina. Uma análise de Gorissen e colaboradores (2018) mostrou que os isolados de proteína vegetal têm, em média, menos leucina e menos aminoácidos essenciais do que as proteínas animais, embora os valores variem bastante entre as fontes.

Na prática, essa diferença diminui quando a proteína total é suficiente. Num estudo de 12 semanas de Hevia-Larraín e colaboradores (2021), veganos e onívoros que comiam cerca de 1,6 g/kg de proteína por dia ganharam massa muscular e força de forma parecida com o mesmo programa de treino. Se você come principalmente ou só vegetais, misture fontes ao longo do dia e considere mirar na parte de cima da faixa de proteína.

Proteína barata

Proteína não precisa ser cara. O melhor jeito de comparar alimentos é pelo preço por grama de proteína, não pelo preço da embalagem: divida o preço pela quantidade total de proteína que o pacote fornece. Alimentos básicos costumam ganhar essa comparação.

Comprar embalagens maiores, cozinhar feijão e lentilha em quantidade e congelar, e escolher frango inteiro ou sobrecoxa em vez de peito já cortado reduzem muito o gasto.

  • Ovos: cerca de 6 g de proteína de alta qualidade por unidade, normalmente a preço baixo.
  • Sardinha e atum em lata: duram muito, não precisam de preparo e têm cerca de 22–31 g por lata.
  • Sobrecoxa de frango: cerca de 26 g por 100 g assada e sem pele, muitas vezes mais barata que o peito.
  • Feijão, lentilha e grão-de-bico: baratos quando comprados secos, com cerca de 9 g por 100 g cozidos, além de fibras.
  • Leite e iogurte natural em embalagens grandes, em vez de potinhos saborizados.
  • Proteína texturizada de soja (PTS), amendoim e pasta de amendoim – lembrando que o amendoim é bem calórico.

Como bater sua meta diária, com combinações vegetarianas e veganas

A estratégia mais simples é ter uma fonte clara de proteína em cada refeição e lanche. Veja um exemplo de dia para uma pessoa de 70 kg, com valores aproximados do nosso banco: café da manhã com três ovos e duas fatias de pão integral (cerca de 26 g); almoço com 150 g de peito de frango grelhado, 150 g de arroz e uma concha de feijão (cerca de 59 g); lanche com 170 g de iogurte grego e 40 g de aveia (cerca de 22 g); e jantar com 140 g de salmão, batata e brócolis (cerca de 37 g). O total fica em torno de 145 g de proteína, cerca de 2,1 g/kg.

Vegetarianos e veganos chegam a totais parecidos combinando leguminosas, soja, cereais, laticínios ou ovos (se consumirem), castanhas e sementes. Estas combinações são um bom ponto de partida:

  • Arroz com feijão (150 g + 100 g): cerca de 13 g – acrescente ovos ou tofu para virar uma refeição completa e rica em proteína.
  • Tofu salteado com arroz e edamame (150 g de tofu, 150 g de arroz, 75 g de edamame): cerca de 39 g.
  • Salada de lentilha com quinoa (150 g de cada): cerca de 20 g.
  • Mingau de aveia com bebida de soja e uma colher de pasta de amendoim (40 g, 240 mL, 16 g): cerca de 16 g.
  • Vegetariano: iogurte grego com aveia e sementes de abóbora (170 g, 40 g, 15 g): cerca de 27 g.
  • Vegetariano: dois ovos com feijão e duas tortilhas de milho: cerca de 25 g.

Perguntas frequentes

Qual alimento tem mais proteína?

Entre os alimentos do dia a dia, carnes magras e peixes lideram, com cerca de 25–31 g por 100 g cozidos; o peito de frango tem cerca de 31 g. Os pós de proteína são mais concentrados, com uns 75–80 g por 100 g, mas são suplementos, não comida de verdade.

Quais são as melhores fontes de proteína vegetal?

Tempeh (cerca de 20 g por 100 g) e tofu firme (cerca de 17 g) lideram, seguidos de edamame, lentilha, grão-de-bico e feijão (cerca de 9–12 g por 100 g cozidos). Sementes de abóbora e amendoim também são ricos, mas bem calóricos.

Quantos ovos por dia preciso comer para ter proteína?

O ovo é uma fonte útil entre muitas, não uma obrigação. Cada ovo tem cerca de 6 g de proteína, então três ovos dão uns 19 g, uma boa porção de café da manhã para muita gente.

Vegano consegue proteína suficiente para ganhar massa?

Sim. Estudos mostram ganhos musculares parecidos entre veganos e onívoros quando comem a mesma quantidade de proteína, cerca de 1,6 g/kg por dia. Misturar soja, leguminosas, cereais, castanhas e sementes, e mirar um pouco mais alto, facilita.

Qual é a proteína mais barata?

Varia com a região e a época, mas ovo, feijão e lentilha secos, sardinha em lata, sobrecoxa de frango e leite costumam estar entre as opções com menor custo por grama de proteína. Compare o preço por grama de proteína, não por embalagem.

Fontes

  1. 1Jäger R et al. International Society of Sports Nutrition position stand: protein and exercise. J Int Soc Sports Nutr, 2017.
  2. 2Morton RW et al. A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and strength in healthy adults. Br J Sports Med, 2018.
  3. 3FAO. Dietary protein quality evaluation in human nutrition: report of an FAO Expert Consultation. FAO Food and Nutrition Paper 92, 2013.
  4. 4Gorissen SHM et al. Protein content and amino acid composition of commercially available plant-based protein isolates. Amino Acids, 2018.
  5. 5Hevia-Larraín V et al. High-protein plant-based diet versus a protein-matched omnivorous diet to support resistance training adaptations: a comparison between habitual vegans and omnivores. Sports Med, 2021.
  6. 6U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. FoodData Central.
Estimativas para adultos saudáveis. Não é orientação médica — converse com um profissional qualificado sobre o seu caso.

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